Geomonumentos

“Uma reflexão sobre a sua caracterização e enquadramento num projecto nacional de defesa e valorização do Património Natural”

M. Galopim de Carvalho

  Caracterização dos Geomonumentos

Um primeiro esboço de caracterização do património geológico, que se tem vindo a afirmar na prática das múltiplas acções já empreendidas com vista à sua musealização, aponta para o estabelecimento de geomonumentos, cuja definição assenta na diversidade de outros tantos níveis de intervenção necessária a cada um, na perspectiva da sua mais eficaz protecção, manutenção e fruição por parte do público, isto é, a nível do afloramento, a nível do sítio e a nível da paisagem.

A nível do afloramento

  Este tipo de geomonumentos reúne pequenas ocorrências geológicas e/ou paleontológias, com dimensões na ordem das dezenas de metros. Estão hoje referenciadas algumas destas ocorrências, sendo de destacar as localizadas nos concelhos de Lisboa, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Torres Vedras.

Em Lisboa, existem entre outros dois afloramentos de calcário com sílex na Av. Infante Santo (Cenomaniano, com cerca de 97 milhões de anos). Ambos os sítios foram aceites como geomonumentos pela CML. Um deles, o do lado nascente desta artéria, já se encontra musealizado. O outro, do outro lado e em frente, foi, por proposta do Museu e aceitação da CML, incluído no projecto de arquitectura do imóvel ali projectado e a submeter à Câmara, ficando assim integrado no novo edifício, numa inovação que merece ser acentuada.

 

 Fotos ilustrativas da situação

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